Com R$ 950, indústrias acessam até R$ 1,6 milhão para inovar

  • 01/06/2026
(Foto: Reprodução)
A busca por competitividade na indústria já não depende apenas de produtividade ou escala. Em um mercado cada vez mais atento às práticas ambientais, reduzir emissões passou a influenciar contratos, acesso a financiamentos e oportunidades de negócio. É nesse contexto que o Sesi Paraná desenvolve o Programa de Descarbonização Industrial, iniciativa que apoia empresas na identificação de oportunidades para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), aumentar a eficiência dos processos e ampliar sua competitividade. Com uma contrapartida de R$ 950, as indústrias participantes recebem apoio técnico especializado para realizar o inventário de emissões, definir metas, estruturar planos de ação e buscar fontes de financiamento para colocar projetos em prática. “Estamos falando de como a indústria, no seu processo produtivo, pode reduzir emissões e gerar impacto positivo ambiental. E, ao fazer isso, também alcança ganho de produtividade e ganho econômico”, afirma Aline Calefi, gerente de Responsabilidade Social do Sesi Paraná. As inscrições para o programa estão abertas até 30 de julho de 2026. Investimento acessível e acesso a recursos Além do diagnóstico e do planejamento técnico, o programa conecta as empresas a oportunidades de financiamento voltadas à agenda de descarbonização. Uma das possibilidades é o edital do Fundo Verde, desenvolvido em parceria com o BRDE, que disponibiliza até R$ 1,6 milhão para apoiar projetos voltados à redução de emissões e à melhoria da eficiência energética. “É um programa subsidiado em que entregamos para a indústria o inventário de gases de efeito estufa, um plano de ação e apoio para encontrar fontes de financiamento no mercado”, explica Aline. Segundo ela, a iniciativa foi estruturada especialmente para tornar a agenda climática acessível às micro, pequenas e médias empresas, que normalmente possuem mais dificuldades para acessar consultorias especializadas e linhas de crédito. Quando sustentabilidade gera produtividade A descarbonização industrial vai além dos indicadores ambientais. Em muitos casos, as ações adotadas para reduzir emissões também contribuem para melhorar a eficiência operacional. A modernização de equipamentos, a otimização de processos produtivos e a gestão mais eficiente do consumo de energia reduzem desperdícios e aumentam o aproveitamento dos recursos utilizados pela indústria. Como consequência, o custo por unidade produzida tende a diminuir, fortalecendo a competitividade das empresas. “Quando a gente fala de descarbonização, não é só uma pauta ambiental. Ela está diretamente ligada à produtividade e ao ganho econômico das empresas”, reforça Aline. Sustentabilidade como diferencial competitivo A experiência da Zengo Uniformes demonstra como essa transformação já faz parte das exigências do mercado: “a gente entendeu a importância quando grandes empresas começaram a nos procurar e questionar questões relacionadas à sustentabilidade. Isso passou a ser um diferencial competitivo para nós”, afirma Lidiane Socek, diretora comercial da empresa. De acordo com ela, participar do programa fortaleceu a imagem da organização junto aos clientes e parceiros. “Mostra que a empresa está preocupada com essa agenda e em constante evolução. Isso fortalece a imagem e gera valor no relacionamento com o mercado”, destaca. Karoline Bonfim, analista de Recursos Humanos e auxiliar dos programas e processos da empresa, conta que o apoio técnico trouxe mais segurança para a tomada de decisões: “a gente já buscava reduzir desperdícios, mas o programa trouxe uma estrutura técnica e estratégica. Passamos a enxergar a descarbonização diretamente ligada à eficiência operacional e à competitividade”. Infográfico Descarbonização. Divulgação/Sistema FIEP. Apoio técnico para quem mais precisa O foco do programa está nas micro, pequenas e médias indústrias, que frequentemente não possuem equipes especializadas para conduzir projetos relacionados à gestão climática. “As grandes empresas já têm equipes dedicadas. As pequenas e médias precisam de apoio técnico, porque é um trabalho complexo”, explica Aline. Ao longo da jornada, especialistas do Sesi e do Senai acompanham as empresas desde o diagnóstico inicial até a estruturação dos projetos e a busca por fontes de financiamento. Com o avanço das exigências regulatórias e das demandas do mercado, a tendência é que práticas de baixo carbono deixem de ser diferenciais e se tornem requisitos para participar de determinadas cadeias produtivas. Nesse cenário, a descarbonização se consolida como uma estratégia capaz de unir sustentabilidade, inovação, produtividade e geração de valor para os negócios. Inscrições abertas até 30 de julho de 2026. ENQUETE INTERATIVA Sua empresa já possui metas de redução de emissões? Sim Está em implantação Ainda não Não sei informar

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/fiep-produtividade-que-transforma/noticia/2026/06/01/com-r-950-industrias-acessam-ate-r-16-milhao-para-inovar.ghtml


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