(Foto: Reprodução) As etiquetas dos vinhos podem ser um verdadeiro quebra-cabeça para quem não é especialista no assunto. Isso limita a escolha de muitos consumidores que, por desconhecerem algumas palavras-chave, acabam por escolher sempre os mesmos rótulos.
Porém, nunca na história bebemos vinhos tão bons quanto atualmente – mesmo os mais simples. Por isso, basta saber decifrar melhor os rótulos para se surpreender com novos vinhos, seja da Itália, França, Portugal e Espanha.
Para te ajudar nessa tarefa, preparamos um glossário e algumas explicações sobre como ler as etiquetas dos vinhos espanhóis que possuem algumas peculiaridades.
Novo Mundo X Velho Mundo
Rótulos do Novo Mundo – países como Argentina, Chile, Uruguai, África do Sul e Nova Zelândia, para citar alguns – costumam destacar o nome da uva. Já na Espanha, o nome da vinícola e a região de produção geralmente possuem mais importância.
Pela tradição vitivinícola ser mais antiga e consagrada, acredita-se que informações como terroir e produtor são mais relevantes. Por exemplo, numa garrafa de Rioja ou Ribera del Duero não é especificada a uva utilizada, pois a denominação de origem geográfica tem precedência sobre a casta.
Ambas as regiões espanholas produzem tintos principalmente com a uva Tempranillo e esta informação pode, eventualmente, ser encontrada no contrarrótulo. Mas as informações realmente relevantes são outras.
Veja a seguir alguns termos específicos que você vai encontrar nos rótulos da Espanha e que vão te ajudar a fazer escolhas conscientes.
- Bodega: significa vinícola e pode ser encontrado também em rótulos de Argentina, Chile e Uruguai.
- Cepas Viejas: a tradução é vinhas velhas. Uvas produzidas a partir de vinhas velhas costumam ter mais qualidade, pois o rendimento desses vinhedos é menor.
- Cosecha: safra.
- Vinho de Pago, DOCa, DO, Vino de la Tierra, Vino de Mesa: esses termos indicam a classificação dos vinhos espanhóis: no topo da pirâmide está o Vino de Pago, que designa parcelas de vinhedos de muito prestígio.
Logo abaixo, encontramos os vinhos DOCa (Denominación de Origen Calificada), classificação usada exclusivamente nas regiões de Rioja e Priorat. Nessas áreas, existem rígidas regras de produção que vão desde as variedades de uvas permitidas ao tempo mínimo de envelhecimento, entre muitas outras. Essa legislação é uma garantia para o consumidor que as bebidas ali produzidas são de alta qualidade.
A seguir vem a DO (Denominación de Origen), que indica uma região com regras estritas de produção, mas menos do que a DOCa - a Ribera del Duero é uma DO.
Em seguida, vêm as denominações Vino de la Tierra e, por fim, Vino de Mesa que são as com regras mais flexíveis.
- Crianza/Reserva/Gran Reserva: esses termos indicam que o vinho passou por amadurecimento em barricas de carvalho e/ou cubas de inox.
Crianza é o tempo de envelhecimento mais curto (geralmente 24 meses para os tintos); Reserva é o período intermediário (36 meses); e Gran Reserva (pelo menos 60 meses).
- Roble: significa carvalho e indica vinhos que amadureceram em barris por um período de no máximo 6 meses.
- Embotellado en la propriedad: engarrafado na vinícola, sem uvas de terceiros. Geralmente, é sinônimo de maior qualidade dos frutos.
Onde comprar vinhos espanhóis
El Maso é um vinho tinto de alta qualidade produzido com uvas de vinhas velhas.
Divulgação.
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