Avó enfrenta medo do preconceito, faz primeira tatuagem aos 60 anos e soma 53 desenhos pelo corpo: 'Enquanto estiver viva, quero continuar fazendo'

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Edelvira Laudelina Rosa Gralak, de 66 anos, tinha vontade de se tatuar desde a juventude. Moradora do Paraná, a avó de três netas conta que chama a atenção por onde passa. Com primeira tatuagem aos 60 anos, avó soma 53 desenhos pelo corpo Edelvira Laudelina Rosa Gralak tem 66 anos e 53 tatuagens espalhadas pelo corpo. A primeira foi feita quando ela completou 60 anos – e as próximas já estão planejadas. "Pelo menos enquanto eu estiver viva eu quero continuar fazendo. [...] A gente não sabe o dia de amanhã, então tem que fazer o que gosta pelo menos, né?!", afirma. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ✅ Siga o canal do g1 PR no Telegram Moradora de São Mateus do Sul, no sul do Paraná, Dona Rosa, como é conhecida, é a segunda filha mais nova entre 15 irmãos. Casada, é mãe de dois filhos e avó de três netas, uma de 9 anos de idade e duas de 13. Inicialmente, a família, que possui poucas pessoas tatuadas, estranhou a decisão da matriarca. Agora, entendem e respeitam o fato da idosa gostar de ter desenhos na pele, conta ela. "No começo eles ficaram até bravos... ‘A mãe, com 60 anos, inventando tatuagem'... Eu falei assim pra eles: ‘Poxa, a gente tem que fazer o que gosta. Eu sempre dediquei a vida a vocês, agora é a minha vez de conseguir alguma coisa pra mim.’ Agora, eles acostumaram. [...] Até minhas netas já acostumaram com a avó 'maluca' delas!", conta. Edelvira Laudelina Rosa Gralak tem 66 anos e 53 tatuagens espalhadas pelo corpo Arquivo pessoal ➡️ Mais histórias que você pode gostar: Inspiração: Casal vende tudo e pedala 7 mil km do Paraná até Ushuaia DIY: Casal compra casa abandonada e reforma com as próprias mãos Fé: Menino constrói a própria igreja aos 13 anos no Paraná e sonha ser padre Amor antigo Apesar de o primeiro desenho só ter ido para a pele na terceira idade, a paixão por tatuagens acompanha Rosa desde a juventude. A dona de casa conta que, na época, ver pessoas tatuadas era algo raro e alvo de preconceito – inclusive da família dela. Por isso, o sonho foi sendo deixado de lado, até ela receber um valor em dinheiro de um processo antigo e decidir realizar o desejo que teve por toda a vida. "Eu pedia pro meu pai, mas ele era muito radical e nunca deixou. Quando eu casei, eu via uma pessoa tatuada e pedia pro meu marido, e meu marido não deixava. Em 2018 saiu um dinheiro de quando eu era solteira, PIS/Pasep, não sei o que, e eu falei para o meu marido: 'Agora esse dinheiro é meu, eu era solteira, tu não me conhecia. Agora eu que vou comandar o negócio! Quando eu recebi, fui e marquei cinco tatuagens", conta. Rosa afirma que, depois desse dia, "viciou". Atualmente, ela possui tatuagens nas pernas, nos braços, nas costas, no peito e no pescoço. Algumas são desenhos, datas e frases que homenageiam pessoas da família. Outras são mensagens de fé, imagens que ela acha bonitas ou tatuagens que, pra ela, são "úteis", como a informação do próprio tipo sanguíneo, por exemplo. Edelvira Laudelina Rosa Gralak tem 66 anos e 53 tatuagens espalhadas pelo corpo Arquivo pessoal A próxima tatuagem se enquadrará na linha de "utilidade", como conta Rosa. A idosa pretende tatuar um ipê por cima de uma cicatriz que possui em um dos joelhos, devido a uma cirurgia. "Minha família já acostumou. Minha filha até perguntou: 'Mãe, não vai inventar de fazer tatuagem no joelho, né?'. Eu falei: 'Claro que vou!'. Eu vou fazer a tatuagem no joelho e onde sobrar lugar... no braço, no pescoço, na perna... eu vou fazer!", destaca. Idosa tatuada chama a atenção por onde passa Edelvira Laudelina Rosa Gralak tem 66 anos e 53 tatuagens espalhadas pelo corpo Arquivo pessoal Dona Rosa conta que as tatuagens que tem costumam chamar a atenção por onde ela passa, despertando um misto de curiosidade e inspiração em outras pessoas. "Onde a gente vai as pessoas puxam a conversa comigo por causa da tatuagem. Falam: ‘Ah, porque eu tenho vontade, mas eu tenho medo’... Eu falo que não tem que ter medo! A gente passa por tantas coisas na vida, que uma dorzinha de tatuagem não é nada, né?", afirma. Ela também lembra que, atualmente, as tatuagens são mais aceitas pela sociedade, e incentiva quem tem o desenho de pintar a pele a realizá-lo. "A pessoa deve realizar o seu sonho sem se importar com o que os outros falam. Se você não tá prejudicando ninguém, não tá incomodando ninguém e tá realizando um sonho você tem que ir em frente! Depois você vê que a tua pele está mais bonita e você se realiza, se gosta mais, se gosta de se olhar no espelho!", destaca Rosa. Edelvira Laudelina Rosa Gralak tem 66 anos e 53 tatuagens espalhadas pelo corpo Arquivo pessoal Vídeos mais assistidos do g1 PR: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/noticia/2025/04/03/avo-enfrenta-medo-do-preconceito-faz-primeira-tatuagem-aos-60-anos-e-soma-53-desenhos-pelo-corpo-enquanto-estiver-viva-quero-continuar-fazendo.ghtml


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