Ministério Público do Paraná autoriza pagamentos extras de até 35% dos salários enquanto STF discute proibição de penduricalhos

  • 08/05/2026
(Foto: Reprodução)
Ministério Público do Paraná publica resoluções sobre pagamentos de indenizações O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aprovou, de uma só vez, quatro pagamentos extras de auxílios e gratificações que somam os salários de promotores e procuradores. As decisões foram publicadas nesta terça-feira (5) no Diário Oficial do Ministério Público e foram assinadas pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti. Os pagamentos são considerados indenizatórios e, por isso, não são considerados no teto constitucional, que é de R$ 46,3 mil. ➡️O Supremo Tribunal Federal restringiu os pagamentos desses tipos de verbas chamadas de "penduricalhos" — recursos adicionais que permitem remunerações acima do teto do funcionalismo público, correspondente ao salário de um ministro do STF. A determinação atinge o Poder Judiciário, os Tribunais de Contas, o Ministério Público, a Advocacia Pública e a Defensoria Pública. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Sem considerar os extras, um promotor pode receber até R$ 39 mil de salário por mês. Um procurador, quase R$ 42 mil. Uma das resoluções publicadas pelo MP prevê que promotores e procuradores terão gratificação por acúmulo de função, como os profissionais atuam em grupos especiais e forças-tarefas. Neste caso, o extra poderá chegar a 35% dos salários. Outra resolução prevê o pagamento de uma gratificação de proteção à primeira infância, que prevê 3% a mais no salário, por dependente, para cada promotor e procurador que tiver filhos de até 6 anos. No Diário Oficial, há também a regulamentação do adicional por tempo de serviço, que prevê 5% a mais na folha de pagamento a cada cinco anos trabalhados. Além disso, o Ministério Público também vai pagar uma gratificação por trabalho em comarcas consideradas de difícil provimento, ou seja, lugares onde as vagas demoram a ser preenchidas por conta da distância, falta de estrutura ou por serem próximas a regiões de fronteira. Neste critério, foram várias cidades selecionadas, como Toledo, Pato Branco, Cascavel, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão, por exemplo. Ministério Público do Paraná RPC LEIA TAMBÉM: Crime: Ginecologista acusado de estuprar paciente em trabalho de parto é solto após nova decisão da Justiça Sonho: Paranaense tenta há 16 anos trazer para o Brasil ônibus que comprou no Canadá Saúde: Paraná confirma dois casos de hantavírus e investiga outros 11; pacientes não tiveram transmissão de pessoa para pessoa STF tenta frear supersalários A decisão vai na contramão de determinações recentes do STF. O órgão superior estabeleceu critérios para o pagamento das verbas indenizatórias para os juízes e os integrantes do Ministério Público. A decisão foi tomada no âmbito de ações que tratam do pagamento de verbas acima do teto constitucional, conhecidas como penduricalhos. Decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes limitaram o custeio destes valores. Nesta sexta-feira (8), os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes publicaram decisões para reforçar proibições a medidas administrativas com o objetivo de "driblar" a decisão da Corte sobre os "penduricalhos". Os ministros citaram expressamente iniciativas como nova classificação de comarcas como de "difícil provimento" e gratificações de acúmulo, por exemplo. A decisão afirma que essas medidas podem representar "caminhos de drible ao cumprimento leal e respeitoso da decisão do Supremo". O que diz o MP? Em nota, o Ministério Público informou que a regulamentação das verbas indenizatórias decorre do cumprimento de decisão do STF, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público, que estabeleceram a padronização nacional dessas parcelas para garantir transparência e controle. "Longe de representar a criação discricionária de novos benefícios, as normas vigentes extinguiram diversas rubricas locais anteriores e instituíram gratificações uniformes e nacionais, com limites impostos pela decisão do STF", diz a nota. Tribunal de Justiça do Paraná tentou criar novos penduricalhos, mas voltou atrás No fim de abril, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) publicou duas resoluções que criavam novas gratificações para juízes e desembargadores. Uma delas criava a função de "magistrado tutor" e previa um extra de até R$ 14 mil por mês para magistrados que orientam residentes jurídicos e estagiários de pós-graduação e graduação que já trabalham nos gabinetes. A outra criava 28 núcleos da "Justiça 4.0" no segundo grau, o que permitiria o pagamento por acúmulo de função. O tribunal voltou atrás e revogou as duas resoluções. Segundo o órgão, para "evitar a possível consolidação de regime jurídico eventualmente dissociado da orientação recente do Supremo". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/05/08/ministerio-publico-do-parana-autoriza-pagamentos-extras.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Fale Diretamente conosco clicando no ícone do WhatsApp abaixo do E-mail no final da Pagina

Top 10

top1
1. BLOQUEADO

GUSTAVO LIMA

top2
2. SOFRIMENTO ANTECIPADO

GUSTAVO MIOTO

top3
3. DESENROLA BATE JOGA DE LADIN

L7NNON & OS HAWAIANOS

top4
4. RUN INTO TROUBLE

ALOK & BASTILLE

top5
5. DANÇARINA

PEDRO SAMPAIO FEAT MC PEDRINHO

top6
6. BAM BAM

CAMILA CABELLO FT. ED SHEERAN

top7
7. AS IT WAS

HARRY STYLES

top8
8. VAMO TOMAR UMA

ZÉ NETO & CRISTIANO

top9
9. BLOQUEIA EU

JOÃO BOSCO & VINICIUS

top10
10. BEFORE YOU GO

LEWIS CAPALDI


Anunciantes